sábado, 27 de outubro de 2012

YOUCAT - Catecismo Jovem


“Tendes de saber em que credes. Tendes de conhecer a vossa fé como um bom músico entende uma partitura” (Bento XVI).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Carta de um mártir à sua noiva antes de ser fuzilado


Tal como partilhado pelo Sr. Pe Lucindo no passado encontro publicamos assim a carta de um mártir da guerra civil espanhola à sua noiva antes de ser fuzilado por causa da sua fé cristã.



Do beato Bartolomé Blanco Márquez, cooperador salesiano.


MADRID, sábado, 3 Novembro 2007 (ZENIT.org).- Publicamos a carta que escreveu Bartolomé Blanco Márquez, cooperador salesiano, beatificado em 28 de Outubro, escrita da a prisão de Jaén no dia antes de ser fuzilado. Foi já publicada na «Summarium super martyrio» a causa sua beatificação (páginas 427-428).

Nascido em Pozoblanco (Córdoba) en 1914, Bartolomé Blanco foi preso como dirigente católico (era secretario de dos Jovens de Acção Católica e delegado de dos Sindicatos Católicos) no dia 18 de Agosto de 1936. Foi fuzilado no dia 2 de Outubro de 1936 enquanto gritava «¡Viva Cristo Rei!». Tinha 21 anos.
Prisão Provincial. Jaén, 1 de Outubro de 1936.
Marinheira (Maruja) da minha alma:
A tua recordação me acompanhará até à sepultura, sentirei um latido no meu coração e este palpitará de carinho por ti. Deus quis sublimar estes afectos terrenos, enobrecendo-os quando os amamos n’Ele. Por isso, ainda que neste último dia, Deus que é minha luz e meu aconchego, nada me impede que a recordação da pessoa mais querida me acompanhe até à hora da morte.
Estou assistido por muitos sacerdotes que, qual bálsamo benéfico, vão derramando os tesouros da Graça dentro da minha alma, fortificando-a; olho a morte de caras e de verdade te digo que não me assusta nem a temo.

A minha sentença no tribunal dos homens será a minha maior defesa diante do Tribunal de Deus; eles ao quererem denegrirem, enobreceram-me; ao quererem condenar-me, soltaram-me, e ao tentarem perder-me, me salvaram. Entendes-me? Claro está! Pois que ao matar-me, me dão a verdadeira vida e ao condenar-me por defender sempre os altos ideais da Religião, Pátria e Família, me abrem de par em par as portas do céu.
Os meus restos mortais serão inumados num nicho deste cemitério de Jaén; quando me faltam poucas horas para o definitivo repouso, só te quero pedir uma coisa: que ao recordar o amor que nós tivemos e que neste instante aumenta, atendas como objectivo principal a salvação da tua alma, porque dessa maneira conseguiremos reunirmo-nos no céu para toda a eternidade, onde nada nos separará.
Até lá, pois, Marinheira (Maruja) da minha alma! Não esqueças que lá do céu te olho, e procura ser modelo das mulheres cristãs, pois no final da partida, de nada nos servem os bens e gozos terrestres, se não acertarmos em salvar a alma.

Um pensamento de reconhecimento para toda a tua família, e para ti todo o meu amor sublimado nas horas da morte. Não me esqueças, Marinheira (Maruja) da minha alma, e que a minha recordação te sirva sempre para ter presente que existe outra vida melhor, e que consegui-la deve ser a máxima aspiração

Sê forte e refaz a tua vida, eras jovem e boa e terás a ajuda de Deus que eu implorarei desde o seu Reino. Até à eternidade, pois, onde nos continuaremos a amar pelos séculos dos séculos.